Queimaduras de Pele

Por Dra Thais Aranda Medica: CRMSP: 140.556
            As queimaduras de pele são queixas recorrentes nos pronto-atendimentos em geral, levando a consideráveis taxas de morbidade e até mortalidade. Entende-se por queimadura a ação direta ou indireta do calor sobre o organismo, no caso, a pele é o órgão de maior acometimento, uma vez que tem maior extensão e exposição ao meio ambiente.

            As causas mais frequentes de queimadura são os acidentes domésticos com chama de fogo e contato com água ou outros líquidos quentes. Outras causas também podem ocorrer, como as injúrias elétricas (choque elétrico) e queimadura química (nesses casos, os agentes não provocam lesões por calor). Na avaliação de gravidade das queimaduras devemos levar em consideração a profundidade, extensão e localização das feridas. Outros fatores associados são doenças prévias, a idade do paciente e, inalação de fumaça.

            Apesar do tratamento das queimaduras tem apresentado progressos importantes, uma vez que as técnicas de debridamento (limpeza) das feridas e emprego de retalhos na cirurgia plástica evoluiu muito ao longo dos anos, o primeiro atendimento é primordial para uma evolução favorável do quadro. O suporte inicial visa, dentre os cuidados, prevenir as infeções secundárias que são as grandes responsáveis pelas complicações desse tipo de paciente. A seguir, entenda as principais fases do manejo de um paciente queimado:

            Primeiro: deve-se remover a fonte de calor e resfriar a região acometida (com água limpa e fria, por exemplo, soro fisiológico gelado);

            Segundo: classificar e quantificar a área corporal atingida:

            – Nas queimaduras de primeiro grau, que atinge apenas as camadas mais superficiais da pele, caracterizam-se por vermelhidão local e ausência de bolhas, o atendimento é ambulatorial e consiste no controle da dor e cuidados locais (corticóides e cicatrizantes tópicos);

            – Nas queimaduras mais graves, de segundo grau (formação de bolhas e dor intensa) e terceiro grau (pode acometer todas as camadas da pele e, atingir ate órgãos adjacentes, como as camadas musculares), o atendimento deve ser em ambiente hospitalar. Durante a avaliação, deve-se analisar as possíveis injúrias concomitantes como: inalação de fumaça e traumas (especialmente da coluna vertebral). Nos casos em que as queimaduras atingem cabeça e pescoço, sempre são consideradas graves, pelo risco de comprometimento das vias aéreas.

            – Nas queimaduras elétricas devemos investigar arritmias cardíacas através do eletrocardiograma, e afastar riscos de parada cardiorrespiratória.

            Atenção a alguns cuidados:

  • Coloque a região queimada debaixo de água fria e corrente;
  • Não coloque pasta de dente ou manteiga sobre as lesões;
  • Tome analgésico para alivio da dor sempre que necessário;
  • Nas queimaduras de primeiro grau, use filtro solar na região acometida, para melhor cicatrização e evitar manchas;
  • Queimaduras de segundo e terceiro grau devem ser avaliadas nas urgências médicas;

Referencias: Revista Brasileira de Queimaduras e Sociedade Brasileira de Dermatologia

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